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Ambiente e Social

Da situação de referência à execução condicionada.

O que o EIA estudou, o que a DIA decidiu e o que o RECAPE está a desenvolver para demonstrar a conformidade do projeto de execução.

Processo ambiental

EIA DIA RECAPE

Selecione uma etapa para consultar a informação pública correspondente.

EIA

O “momento 0”.

É a situação de referência antes das obras: uma fotografia técnica do território que permite comparar o futuro com o ponto de partida. Inclui campanhas, cartografia, amostragens e dados sociais; não é um único sensor ou um único dia.

O que existia antes do projeto?

Abra cada tema para ver o valor medido, a unidade, a data e a limitação declarada no EIA.

Referência histórica · 2017–2021
921,24 haárea de estudo cartografada
7 amostrasde água superficial em duas épocas
6 recetoresavaliados para o ruído
28 mediçõesdiárias de PM10
170 táxonesde flora inventariados
103 espéciesno elenco de aves
Solo e ocupação do territórioUma área de estudo maior do que a concessão foi cartografada classe a classe.
921,24 haárea total caracterizada
72,76%resinosas + matos
16,18%pastagens + culturas
0,29%uso urbano

A floresta de resinosas ocupava 378,27 ha e os matos 291,98 ha. Os lameiros representavam 87,67 ha e as culturas temporárias 61,33 ha. Estes valores descrevem a ocupação registada no EIA, não a área diretamente intervencionada pelo projeto.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Quadro III.23 · pp. 210–212
Passivo mineiro existenteO ponto de partida já incluía cavidades, galerias, chaminés, escombreiras e edifícios abandonados.
4cavidades principais
244,78 mcomprimento da maior
15,68 mprofundidade média
72 564,5 m³volume estimado

A cavidade principal tinha até 55,09 m de largura e 19 677,5 m² de superfície. O EIA registou ainda duas chaminés antigas, separadas por cerca de 20 m, e classificou estas estruturas expostas como risco de segurança e passivo por recuperar.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Passivo ambiental · pp. 191–196
Águas superficiaisO Rio Beça, o ribeiro de Lama e a albufeira foram observados em período húmido e seco.
3 + 4pontos por campanha
5,8–11,8oxigénio dissolvido mg/L
5,8–6,8intervalo de pH
Bomestado final nos 7 resultados

Foram analisados parâmetros físico-químicos, microbiológicos, substâncias prioritárias e outros poluentes. Todos os pontos cumpriram os critérios usados pelo EIA; a classificação físico-química, química e ecológica indicada foi Boa, com 42 a 49 espécies de diatomáceas nos três pontos biológicos.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Quadros III.43–55 · pp. 242–255
Águas subterrâneasO EIA distinguiu a disponibilidade regional das captações locais usadas pelas povoações e pela agricultura.
2massas de água abrangidas
Bomestado quantitativo
Bomestado qualitativo
2nascentes indicadas na área imediata

Na envolvente, os poços inventariados tinham em média 5 m de profundidade e os furos cerca de 80 m. As duas nascentes referenciadas para abastecimento de Rebordelo não foram localizadas em campo nas coordenadas disponibilizadas, limitação que o próprio EIA regista.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Recursos hídricos subterrâneos · pp. 273–275
Flora, habitats e faunaA situação de referência combinou trabalho de campo, cartografia de habitats e registos bibliográficos.
170táxones florísticos
103espécies de aves
27mamíferos terrestres no elenco
13espécies de morcegos no elenco

Dos 170 táxones de flora, 124 eram herbáceos. Os levantamentos confirmaram 18 espécies de mamíferos terrestres e 6 espécies de morcegos, contando uma não referenciada no atlas. A área integra o limite ocidental da área de distribuição da alcateia do Leiranco; o EIA não confirmou o lobo nas suas prospeções, mas registou ocorrências recentes e informação histórica.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Biologia e valores ecológicos · pp. 276–305
Qualidade do arSem estação fixa próxima, o EIA juntou dados regionais e uma campanha local de partículas PM10.
4locais de amostragem
7 diaspor local
3–19 µg/m³resultados diários
50 µg/m³limite diário de comparação

A campanha local decorreu de 6 a 12 de dezembro de 2017 e produziu 28 resultados diários. O máximo foi 19 µg/m³ no ponto AR2. Todos os valores ficaram abaixo do limite diário de 50 µg/m³ usado no EIA.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Quadros III.138–141 · pp. 413–416
Ruído e vibraçõesForam identificados os recetores habitacionais mais próximos e modelado o ambiente sonoro existente.
6recetores de ruído
46–55 dB(A)Lden modelado
35–46 dB(A)Ln modelado
420 mhabitação mais próxima da mina

Os valores modelados ficaram abaixo dos limites aplicáveis às zonas mistas. A campanha de 2021 só conseguiu medir o período diurno e foi suspensa por ameaças aos técnicos; por isso, Lden e Ln foram obtidos por modelação, apoiada também nas medições de 2017. Esta limitação fica expressamente visível.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Ambiente sonoro · pp. 386–406
Património e populaçãoO território foi lido simultaneamente como paisagem cultural, espaço habitado e economia rural.
8ocorrências patrimoniais agrupadas
8 997residentes em Montalegre, 2019
228residentes em Morgade, 2011
352,4idosos por 100 jovens, 2011

O inventário final agrupou cinco ocorrências patrimoniais da área de incidência e três aldeias. O EIA assinalou perda de 1 540 residentes em Montalegre entre 2011 e 2019, densidade de 11,2 hab./km² em 2019 e uma economia local fortemente ligada às atividades agro-silvo-pastoris.

EIA · Volume 2 · Capítulo III · Património e socioeconomia · pp. 351–385