Mina do Romano

Extração de Lítio em Montalegre,
Norte de Portugal.

A “Lusorecursos Portugal Lithium, S.A.” é concessionária da exploração da "Mina do Romano", localizada na região de Montalegre, no Norte de Portugal. A Lusorecursos, objetiva extrair e beneficiar rochas de afinidade granítica denominadas de aplito-pegmatitos LCT (Lítio-Césio-Tântalo). Para o efeito, todo o processo extrativo e de transformação tem sido planeado, considerando uma efetiva responsabilidade ambiental e social, numa lógica de compensação territorial, sustentabilidade e economia circular.

Objetivos Estratégicos

Objetivos Estratégicos

Agregar o máximo valor económico aos materiais extraídos da “Mina do Romano”.

Criar uma cadeia de valor com base em tecnologias inovadoras e nos princípios da indústria 4.0.

Aumentar a notoriedade e visibilidade internacional de territórios de baixa densidade populacional, neste caso, as regiões do Barroso e do Alto Tâmega.

Promover práticas de cooperação e de competição entre empresas.

Integrar uma ecogestão industrial na zona de transição da reserva da biosfera Gerês-Xurês.

Plano de Lavra

Plano de Lavra

O método de exploração a ser empregue na concessão, ocorre em duas etapas, com metodologias distintas entre si. Durante a primeira etapa, ocorrerá a exploração a céu aberto até à profundidade de 40 metros aproximadamente (cota de 920 m).
Numa fase posterior, o método de exploração ocorrerá em subterrâneo.

CÉU ABERTO

O desmonte e a extração das rochas aplito-pegmatíticas (LCT) da Mina do "Romano" serão efetuados através da exploração a céu aberto, recorrendo a um processo de mineração de superfície de precisão denominado de “Strip Mining”. Contrariamente aos métodos explosivos e de perfuração subterrânea, este processo otimiza a separação entre os materiais de interesse e os restantes, promovendo uma separação inicial mais eficaz e, assim, aumentando a qualidade do mesmo para os processos de transformação a jusante. O método de “Strip Mining” consiste no corte ou ripagem do material do topo do depósito seguindo um padrão pré-definido por mineradores de superfície (e.g. Vermeer T1255 Terrain Leveler). O tambor de corte usa bicos de tungsténio para fragmentar as rochas que atravessa e estando localizado na traseira do minerador, cortando o material enquanto os rastos avançam sobre o terreno ainda por cortar. Este equipamento apresenta um baixo centro de gravidade que garante a melhor tração, mantendo-o equilibrado e estável. O minerador de superfície a utilizar na exploração a céu aberto, possui sistemas automatizados sofisticados e ainda possui acoplado um aspirador para que as poeiras emitidas durante o processo de extração sejam completamente diminutas.

O sistema de corte "topo-base" ("top-down") permite que os bicos penetrem no solo sem usar o esforço de tração da máquina. Esta técnica dá aos operadores a oportunidade de controlarem o tamanho do produto alterando a profundidade de corte do tambor. O material desagregado é deixado no solo atrás da máquina, estando pronto para ser carregado e transportado. De seguida, será empilhado / agrupado em montes ou stockpiles por bulldozers e carregado com pás carregadoras (wheel loaders) para ser transportado por camiões fora-de-estrada ou dumpers.
É importante ainda salientar que o minerador de superfície Vermeer será igualmente utilizado na construção e manutenção das estradas de transporte de minério ou outras vias de acesso de e para a concessão.
Parte do material será conduzido para a unidade industrial da Lusorecursos, a fim de ser processado e/ou transformado quimicamente. Os restantes materiais rejeitados serão posteriormente depositados em aterros provisórios, e por fim, utilizados para preenchimento das cavidades resultantes do método de exploração subterrâneo.

SUBTERRÂNEO

Paralelamente aos trabalhos que decorrem a céu aberto, é importante a elaboração de trabalhos em profundidade para a exploração do corpo pegmatítico devido à complexidade dos mesmos e à escala temporal. A geometria tabular dos corpos pegmatíticos torna viável a exploração subterrânea dos mesmos, pois há menor extração de material estéril. Assim, assume-se que a diluição mineral será reduzida, uma vez que, o material estéril não necessitará de ser removido e pode ser usado como suporte aos trabalhos a decorrer em subterrâneo assegurando as condições de segurança necessárias.

Inicialmente será realizada a abertura de um túnel e um poço, de modo a obter vias de acesso para o jazigo. Estas deverão ser dimensionadas de maneira a permitir a passagem de veículos para a circulação de materiais, equipamentos e trabalhadores. Devem existir bolsões com maior dimensão para a manobra dos veículos. Após os acessos primários, ocorrerá a abertura de galerias de acesso para o “ataque”, em locais que darão acesso ao desmonte do jazigo. Nestas, de menor dimensão que os túneis, ocorrerão ações de desmonte, recolha e transporte de rocha, que será conduzida para um sistema de britagem e, consequentemente para a zona de complexo de anexos mineiros. Nesta fase serão necessários equipamentos específicos para os trabalhos subterrâneos, uma vez que estes devem apresentar características específicas, tais como dimensões reduzidas, maior manobrabilidade e os demais atributos relacionados com o ambiente confinado.

Plano Industrial

Plano Industrial

A empresa Lusorecursos Portugal Lithium pretende produzir hidróxido de lítio monoidratado (LiOH.H2O) a partir de concentrados de petalite e espodumena, que provêm da extração e beneficiação das rochas aplito-pegmatíticas (LCT) da Mina do "Romano".
O complexo de anexos mineiros será constituído por um Concentrador e uma Fábrica de Transformação Química/Hidrometalúrgica dos concentrados mineiros.

CONCENTRAÇÃO

A concentração consiste na fragmentação das rochas-alvo, com consequente separação dos seus diferentes constituintes minerais, recorrendo a vários métodos específicos (e.g. britagem e moagem, separação granulométrica, ótica, magnética e gravítica e processos de flutuação por espumas, entre outros).

HIDROMETALURGIA

A hidrometalurgia consiste na conversão de petalite e α-espodumena em β-espodumena após calcinação a 1100°C. De seguida, estes materiais são submetidos a um conjunto de processos químicos que culminam na formação de hidróxido de lítio – LiOH.H2O ultrapuro, um percursor adequado à síntese de compostos que integram cátodos e eletrólitos de células de baterias.

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